
pai de santo florianopolis jeff de oyá
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A RAIZ DO BATUQUE

A nação Oyó com Jejê tem suas tradições oriundas do povo africano. Durante o período da escravidão no Brasil, muitos africanos vieram sem bagagem, porém trouxeram além de costumes, o culto aos Orixás. Podemos dizer que Oyó e Jejê são duas nações distintas, cada uma com suas particularidades, tanto de rituais como de culto.
A nação Oyó, teve seu inicio com Mãe Emília de Oyá Laja, também conhecida como a Princesa Emília. Foi uma princesa africana do povo iorubá de Oyó, hoje atualmente território da Nigéria, que imigrou para o Rio Grande do Sul, onde ajudou a preservar as tradições religiosas africanas.
A nação Jejê oriunda do antigo Daomé, hoje território do Benin, teve seu inicio com Sr. Custódio Joaquim de Almeida, mais conhecido como Príncipe Custódio, que deixou a África após oposição à invasão britânica em seu pais. Desembarcou no porto da Bahia e depois foi para o Rio de Janeiro antes de se instalar em Porto Alegre em 1899. Segundo os mais antigos da religião, foi responsável pelo assentamento do Orixá Bará, no Mercado Público de Porto Alegre/RS.
Sua influência, junto com Mãe Emília de Oyá Laja, foi fundamental para preservação das tradições religiosas as quais damos seguimento, tendo um impacto significativo na cultura do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, bem como na Argentina e Uruguai.

Os grandes percursores da fusão das duas nações no Rio Grande do Sul, foram Pai Acimar de Xângo Taió da nação Oyó e Pai Joãozinho do Exú Bi da nação Jejê.

A origem de nosso axé, passa pela histórica Av. Veiga 590 em Porto Alegre/RS. A baluarte da nossa raiz foi Mãe Eulinda de Yansã, filha-de-santo de Pai Acimar de Xangô Taió e afilhada de santo de Pai Joãozinho de Exú Bi. Após sua partida, a Veiga 590, tornou-se Reino de Oxalá e Oxum, ficando sob administração de Mãe Jane de Oxum e Pai Chiquinho de Oxalá. Atualmente a casa com mais de 80 anos de fundação, conta com uma Goa de 9 mil pessoas e, continua com suas atividades sob orientação espiritual de Pai Chiquinho de Oxalá Mocochéu.




O batuque raiz do Rio Grande do Sul, rompeu fronteiras e expandiu o culto aos Orixás para o estado de Santa Catarina. Ivoni Aguiar Tacques, mais conhecido pelo povo batuqueiro como Babalorixá Tacques de Xangô Agodô Bamboxê, meu pai-de-santo, com muito orgulho, foi um dos responsáveis por essa expansão, fortalecendo nossas raízes e preservando a tradição religiosa africana.




Hoje o Ilê de Xangô e Oxalá / Tenda de Umbanda Pai Joaquim, situado no Ribeirão da Ilha em Florianópolis, Santa Catarina, é administrado pelo Bàbá Tacques de Xangô Agodô e pela Mãe Dio de Oxalá Orumiláia. Conta com mais de 40 anos de história, sendo referência no culto aos Orixás, bem como na Umbanda Sagrada. Preserva antigos costumes e fundamentos de África, os quais nos norteiam e servem de pilar para darmos continuidade e segmento em nossa nação Oyó com Jejê.
Gratidão a esse axé.

Jacque de Bará

Jeff de Oyá
















